Eu sou aquele que aponta
Ao mesmo tempo, eu sou o que chama
Eu também sirvo a fazer conta,
e para furar o bolo da fama
Eu sou aquele a ser lambido,
o que é cheirado e o que te coças
Eu tiro a cera do teu ouvido
e ainda limpo as tuas fossas
Entre os Romanos, eu sou o primeiro
Do contrário, meu gemelar
Da tua boca, eu sou o banheiro…,
e se for o teu rosto, eu sei selar
Se roço tua mão, sou pornográfico…,
e para uma ordem, eu dou um giro
Estou na trapaça de um belo mágico
Se estás ansioso, eu logo te firo
Em “A Criação de Adão”, eu sou o elo Homem/Divino
Estou entre os da palmada que tenta corrigir o filho,
também estou onde entrelaça a ciranda do menino
Eu sou, enfim, aquele que aperta o gatilho