Ayanna

De todas as flores,

tu és a ideia

Em meio às dores,

és tu panaceia

 

Desprezas a fala

com muito esplendor

Tu pareces uma mandala

expressando o Amor

 

Vieste ao mundo

em similitude com o bem,

descortinando a Verdade

àqueles que grilhões têm

 

Aos que de ti se aproximam,

proporcionas nirvana

Por isso, todos te designam

de Eterna, de Bela, de Ayanna

 

 

Indicador

Eu sou aquele que aponta

Ao mesmo tempo, eu sou o que chama

Eu também sirvo a fazer conta,

e para furar o bolo da fama

 

Eu sou aquele a ser lambido,

o que é cheirado e o que te coças

Eu tiro a cera do teu ouvido

e ainda limpo as tuas fossas

 

Entre os Romanos, eu sou o primeiro

Do contrário, meu gemelar

Da tua boca, eu sou o banheiro…,

e se for o teu rosto, eu sei selar

 

Se roço tua mão, sou pornográfico…,

e para uma ordem, eu dou um giro

Estou na trapaça de um belo mágico

Se estás ansioso, eu logo te firo

 

Em “A Criação de Adão”, eu sou o elo Homem/Divino

Estou entre os da palmada que tenta corrigir o filho,

também estou onde entrelaça a ciranda do menino

Eu sou, enfim, aquele que aperta o gatilho